Mercado dos Vinhos 2017 (22/10/2017)

Portugal no copo

Este evento, sendo constituído por pequenos produtores, ano após ano, tem cada vez mais aceitação por parte do publico, uma vez que nos dias por nós visitados, estava cheio, com gente nova, interessada e cada vez mais com desejo de conhecer os vinhos produzidos por todo o país.
Quem entra no evento começa por percorrer um pais com uma riqueza de vinhos que só quem anda distraído não conhece:

O ALGARVE, sinonimo de sol e praia, começa a surpreender com os seus vinhos:

A Quinta da Penina com o blend das castas Petit verdot e Syrah para quem gosta de vinhos mais redondos e a sua monocasta Petit Verdot 2009, ainda jovem e vigoroso, entusiasmou e retive as palavras sábias do produtor no sentido que os Petit Verdot só após alguns anos começam a amaciar e a estarem prontos a beber.
Ainda continuando no Algarve, os vinhos da Herdade do Barranco Longo com as suas castas Alicante Bouchet e Cabernet Sauvignon, já são mais redondos, mais domesticados e com boa relação qualidade preço, começam a ser uma aposta ganha.

Continuando o nosso périplo, chegamos ao ALENTEJO, região já considerada a mais apelativa de Portugal no que aos vinhos diz respeito.

Os vinhos Serra de Minas, que apenas consigo encontrar no Algarve, ao que a produtora me diz que tem de mudar essa realidade, os vinhos Herdade das Barras, vinhos com bons preços e com personalidade e que achocolatam no final, parecem me um bom inicio de viagem.

Encalho eu então em sitio desconhecido e aparece me um vinho chamado de Gaudelim da Herdade do Pico, em Mourão, monocasta Alfrocheiro, ano de 2014, provo e fico logo convencido, este é do meu agrado, corpo, personalidade e grande sabor, pergunto o grau, 16,5 graus, uau, compro logo e diz-me a rapariga é perigoso este vinho eu olho para ela, jovem, bonita e sábia, digo que concordo completamente…

Monte João Martins, levo comigo um adepto desta casa que me diz, o Syrah é muito bom, vamos lá. Vou e provo o syrah e o alicante bouchet ,vinhos a 13 euros, fico realmente surpreso, vinhos vigorosos , ainda jovens, mas com grande potencial, o meu camarada ficou desiludido, coisas dos vinhos := .
Tira teimas á Dona Dorinda, provo o normal, já custa 25 euros, estão a subir os preços, bom Syrah, melhor do que o anterior, mas um pouco desequilibrado, o grande reserva, muito bom, mas 45 euros é demasiado.
Chegando á Herdade grande provo o limited Edition, e considero este ano o melhor de todos deste ano no mercado dos vinhos, corpo, personalidade, saboroso, um grande, grande vinho, pena os 70 euros e as apenas 2000 garrafas.

Chego a Setúbal e tenho curiosidade com a Quinta Brejinho da Costa, pergunto o que tem ai para nos surpreender, deve pensar ele, la vem mais uns engraçados, provo o reserva Brejinho da Costa e gosto , encorpado, macio, gastronómico, um pouco caro 15 euros e pergunto, e que mais tem, pergunto eu e provo o Comendador Costa reserva especial 2013, casta Baga, 45 euros e sim senhor, um grande vinhos de Setúbal, já pronto a beber mas com grande potencial gastronómico, é inegável, a zona que mais vende no pais volta a dar cartas.

E eis que chegamos a LISBOA, entro e dou de caras com a Quinta do Porto Nogueira , será que vou virar a pagina dos bons vinhos, pergunto me eu, e eis que provo um Sauvignon Blanc chamado PAGINA, e foi o melhor desta casta que me lembro de provar, bela cor, estruturado e muito agradável.
Outra curiosidade, o Quinta da Nogueira reserva 2015 de Lisboa, um tinto á base de touriga nacional com pinot noir, que surpresa, suave mas com personalidade, 17 euros e meio, quero logo comprar, faço a negociação e trazemos igualmente um Quinta da Escusa reserva 2015, do Tejo pelo mesmo preco e oferecem nos o Pagina sauvignon blanc 2015.
Ficaremos à espera do PAGINA tinto, só Pinot Noir ainda em barrica.

Já então no TEJO, recebe-nos o Mordomo, vinho do Solar dos Loendros, uma monocasta touriga nacional, reserva 2014, garrafa com 6 medalhas, tenho de provar e a hospitalidade deste vinho não me deixa duvidas, levo uma garrafa, feliz da vida com mais um néctar dum produtor por mim desconhecido, mas valeu a pena.

Então chegamos a SANTARÉM, Gerações em Sintonia, silver e gold, vinhos suaves equilibrados, saborosos, 4 e 6 euros, os melhores na sua categoria de preço na minha opinião no Mercado dos Vinhos e compro uma de cada.

Surge o DOURO, os vinhos Vieira de Sousa, a grande reserva um grande vinho, 15,5 graus, mas encorpado, especiado, saboroso, valia os 18 euros que me pediam por ele.
E eis a Quinta de Lubazim e Quinta de Espinho, qualidade sim senhor, mas iguais a muitos outros vinhos do Douro, suaves redondos, mas faltando lhes qualquer coisa.

A viagem já vai longa e chegamos a TRÁS OS MONTES, cansados, mas felizes 🙂 e vejo um dos campeões de uma saudosa prova cega, o Palácio dos Távoras, provamos e continua sofisticado nos seus 25 euros, caro, mas para algumas ocasiões apetecíveis.

Pronto, vamos beber um licoroso para amaciar a alma já muito rica em taninos, procuro um madeira e zero, nem um para amostra, um pouco de desilusão, vamos então aos portos, procuramos o Quinta do Couquinho Maria Adelaide vintage 2011, 30 euros e agradável, e temos o Vieira de Sousa, já acabou o 10 anos, só temos este 8 euros fine tawny e provamos e a surpresa é geral, mas que néctar a este preço, vai uma garrafa.

Fim de viagem, para o ano há mais, gostámos muito.

M.B. (OUT 2017)